pe.abra
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
Seccionais e Regionais
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se à Abrasel Pernambuco
  • Parceiros
  • Fale Conosco

  • Home
  • Conexão Abrasel
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se à Abrasel Pernambuco
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Fale Conosco
  • Revista B&R
Seccionais e Regionais

Norte

  • Seccional Acre
  • Seccional Amapá
  • Seccional Amazonas
  • Seccional Pará
  • Seccional Rondônia
  • Seccional Roraima
  • Seccional Tocantins

Nordeste

  • Regional Agreste da Paraíba
  • Seccional Alagoas
  • Seccional Bahia
  • Seccional Ceará
  • Regional Costa do Descobrimento na Bahia
  • Seccional Maranhão
  • Regional Oeste Potiguar
  • Seccional Pernambuco
  • Seccional na Paraíba
  • Seccional Piauí
  • Regional Litoral Sul Potiguar do Rio Grande do Norte (Pipa)
  • Seccional Rio Grande do Norte
  • Seccional Sergipe

Centro-Oeste

  • Regional Serra da Bodoquena/MS
  • Regional Costa Leste
  • Seccional Distrito Federal
  • Seccional Goiás
  • Seccional Mato Grosso do Sul
  • Seccional Mato Grosso

Sudeste

  • Abrasel Regional Leste Fluminense RJ
  • Regional Alta Mogiana (Ribeirão Preto SP e Região)
  • Regional Campo das Vertentes
  • Regional Jequitinhonha MG
  • Regional no Norte de Minas Gerais
  • Regional da Região Metropolitana de Campinas
  • Regional Serras de Minas
  • Regional do Sul Fluminense RJ
  • Regional Sul de Minas
  • Regional Triângulo Mineiro
  • Regional União do Oeste
  • Regional Vale do Aço
  • Vale do Rio Doce
  • Regional Zona da Mata
  • Seccional Espírito Santo
  • Seccional Minas Gerais
  • Seccional Rio de Janeiro
  • Seccional São Paulo

Sul

  • Regional Campos Gerais
  • Regional Centro Sul do Paraná
  • Regional Hortênsias
  • Regional Norte do Paraná
  • Regional Noroeste do Paraná
  • Regional Oeste do Paraná
  • Seccional Paraná
  • Seccional Rio Grande do Sul
  • Seccional Santa Catarina

Você deveria conhecer seu funcionário tão bem quanto o seu cliente

  • PUBLICADO EM: 27/01/2026
  • Tempo estimado de leitura: minuto(s).

O desafio da mão de obra não se resolve apenas com salário. Para estancar a rotatividade, é preciso trocar o improviso pela engenharia de processos, reduzindo o atrito e aumentando a produtividade.

A concorrência não é só o bar vizinho, é a gig economy. Entenda a fuga de talentos no setor. | Foto: Canva

E

m tese, um bom empresário de bar ou restaurante gasta horas analisando o comportamento de quem se senta à mesa de seu negócio. Monitora no mínimo o prato mais pedido, o tíquete médio e o tempo de permanência no salão. No entanto, essa mesma curiosidade intelectual é raramente aplicada com a mesma intensidade a quem está do outro lado do balcão.

Entende-se muito dos hábitos de consumo do cliente e pouco dos anseios profissionais de quem trabalha na sua empresa. Em tempos de mão de obra escassa, é preciso entender ambições não somente para reter funcionários, mas para engajá-los e por consequência ter mais produtividade em seu negócio. Parece fácil na teoria, né?

Tá difícil mesmo

Pesquisas da Abrasel mostram que o setor de alimentação fora do lar enfrenta uma grave crise de mão de obra qualificada, com 8 a cada 10 empresários considerando difícil ou muito difícil contratar. Entretanto, o nível de desemprego no Brasil atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o que os economistas chamam de pleno emprego, com a taxa de desemprego em mínimas históricas.

Não é difícil ouvir por aí que “tá faltando gente para trabalhar”. Essa queixa sobre a falta de funcionários esconde um ponto cego na gestão, com muitos empresários “perdendo” potenciais colaboradores que preferem trabalhar como motoristas de Uber ou entregadores de pedidos do iFood, a chamada gig economy, um modelo de trabalho com tarefas temporárias, flexíveis e sob demanda, sem vínculo empregatício formal, utilizando plataformas digitais (como Uber, iFood, etc.) para conectar trabalhadores (giggers) a clientes, oferecendo independência, mas sem os benefícios tradicionais de um emprego fixo, como férias ou 13º salário.

Com isso, criou-se um cenário com um padrão mínimo de autonomia, escolha de horário e previsibilidade básica de ganho conforme produtividade. Mesmo com renda variável, essas opções oferecem controle direto da rotina, algo raro em operações gastronômicas atuais.

A cultura mudou

O resultado é uma concorrência silenciosa entre o balcão (fixo) e o trabalho (flexível) disputando a mesma pessoa. Isso ajuda a explicar uma rotatividade alta em bares e restaurantes mesmo quando o desemprego cai.

“Ah, mas é só pagar mais!”. Será mesmo? O estudo Workmonitor 2025, que ouviu cerca de 755 brasileiros, mostra que por aqui os trabalhadores não querem apenas um salário competitivo, mas também mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, coerência ética e flexibilidade.

Se na sua empresa a escala muda em cima da hora, se as funções são confusas e a comunicação só aparece para cobrar o erro, o funcionário busca a porta de saída.

Não é desinteresse pela gastronomia e sim uma análise racional de custo-benefício.

A retenção eficiente não depende apenas ser o maior pagador do mercado. Acredite, empresa que paga bem também tem funcionário infeliz que pede demissão. O segredo passa por reduzir o atrito do dia a dia. Rotinas estáveis, divisões de tarefas bem delimitadas e acordos claros de horários são ferramentas de gestão tão cruciais quanto o controle de estoque.

Tratar a gestão de pessoas como uma questão de arquitetura operacional separa quem apenas reclama de quem resolve. Conhecer o colaborador com a mesma profundidade com que se estuda o cliente não é um gesto de gentileza. É estratégia pura para manter as portas abertas.

E como mudar o cenário?

Essa redução de atrito exige tratar a operação sob a ótica da engenharia de processos, não apenas do RH. A "arquitetura operacional" deve ser erguida sobre pilares que mimetizam as vantagens competitivas da gig economy:

Nos aplicativos, a regra é clara: aceite a corrida, siga o mapa e entregue o produto. Na cozinha, muitas vezes reina a ambiguidade. A solução passa por transformar conhecimentos empíricos em processos bem desenhados. Fichas técnicas e mise en place não servem apenas para controlar o CMV (Custo da Mercadoria Vendida); mas também para reduzir a carga mental do cozinheiro. Quando o processo está explicado, o funcionário sabe exatamente o que constitui um trabalho bem feito, eliminando a ansiedade da subjetividade da chefia.

Outra questão é a otimização do espaço: diariamente o funcionário de salão e cozinha percorre quilômetros. Uma gestão técnica revisa o layout para eliminar passos desnecessários, garantir que equipamentos funcionem e que os utensílios estejam à mão. Reduzir o esforço físico improdutivo é uma forma de respeito operacional. Um ambiente desenhado para o fluxo, e não contra ele, sinaliza que a empresa valoriza a energia do colaborador.

Tangibilidade da recompensa

Em seu livro Uberland: How Algorithms Are Rewriting the Rules of Work (Uberlândia: Como os Algoritmos estão Rescrevendo as Regras do Trabalho, em tradução literal), a pesquisadora americana Alex Rosenblat afirma que a grande atração dos aplicativos é a correlação imediata entre esforço e ganho, em um processo de “gamificação do trabalho”.

Essa economia comportamental exige metas de curto prazo e bonificação variável atrelada a indicadores claros de produtividade — seja a redução de desperdício, a velocidade de giro de mesa ou a nota de avaliação do cliente, para citar exemplos de restaurantes. O colaborador precisa enxergar o impacto financeiro direto da sua eficiência, transformando a rotina monótona em uma busca engajada por performance.

Por fim, é importante ressaltar o óbvio: não se trata de criar um ambiente corporativo artificial, o famoso “pra inglês ver”. Um funcionário que opera com processos claros e recompensa tangível garante a consistência do serviço. Tratar bem quem está dentro do balcão é a estratégia mais rentável para atender quem está fora dele.

Notícias Relacionadas

Abrasel disponibiliza guia de inclusão para crianças com autismo em restaurantes

Mesmo com o maior aumento do salário médio em dois anos, contratações perdem ritmo

Sancionada lei que muda regras da licença-paternidade no Brasil

Abrasel avalia como acertada a abertura de inquérito do Cade sobre 99Food

Comentários

Últimas Notícias

Abrasel disponibiliza guia de inclusão para crianças com autismo em restaurantes

Mesmo com o maior aumento do salário médio em dois anos, contratações perdem ritmo

Sancionada lei que muda regras da licença-paternidade no Brasil

Abrasel avalia como acertada a abertura de inquérito do Cade sobre 99Food

Abrasel avalia como acertada a abertura de inquérito do Cade sobre 99Food

Capacitação gratuita da Abrasel e Sebrae aborda boas práticas para restaurantes em Caruaru

ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes é uma organização de cunho associativo empresarial que tem como missão representar e desenvolver o setor de alimentação do fora do lar, construindo um Brasil mais simples e seguro de se empreender e melhor para se viver.

MENU

  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se à Abrasel Pernambuco
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade

Endereço

Avenida Conselheiro Aguiar, 2738 - Boa Viagem (Moura Empresarial)
Recife/PE
Sala: 504
CEP: 51020-020


Contato

(81) 99139-1675

Associe-se
Copyright © - Abrasel - Todos os direitos reservados