pe.abra
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
Seccionais e Regionais
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se à Abrasel Pernambuco
  • Parceiros
  • Fale Conosco

  • Home
  • Conexão Abrasel
  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se à Abrasel Pernambuco
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Fale Conosco
  • Revista B&R
Seccionais e Regionais

Norte

  • Seccional Acre
  • Seccional Amapá
  • Seccional Amazonas
  • Seccional Pará
  • Seccional Rondônia
  • Seccional Roraima
  • Seccional Tocantins

Nordeste

  • Regional Agreste da Paraíba
  • Seccional Alagoas
  • Seccional Bahia
  • Seccional Ceará
  • Regional Costa do Descobrimento na Bahia
  • Seccional Maranhão
  • Regional Oeste Potiguar
  • Seccional Pernambuco
  • Seccional na Paraíba
  • Seccional Piauí
  • Regional Litoral Sul Potiguar do Rio Grande do Norte (Pipa)
  • Seccional Rio Grande do Norte
  • Seccional Sergipe

Centro-Oeste

  • Regional Serra da Bodoquena/MS
  • Regional Costa Leste
  • Seccional Distrito Federal
  • Seccional Goiás
  • Seccional Mato Grosso do Sul
  • Seccional Mato Grosso

Sudeste

  • Abrasel Regional Leste Fluminense RJ
  • Regional Alta Mogiana (Ribeirão Preto SP e Região)
  • Regional Campo das Vertentes
  • Regional Jequitinhonha MG
  • Regional no Norte de Minas Gerais
  • Regional da Região Metropolitana de Campinas
  • Regional Serras de Minas
  • Regional do Sul Fluminense RJ
  • Regional Sul de Minas
  • Regional Triângulo Mineiro
  • Regional União do Oeste
  • Regional Vale do Aço
  • Vale do Rio Doce
  • Regional Zona da Mata
  • Seccional Espírito Santo
  • Seccional Minas Gerais
  • Seccional Rio de Janeiro
  • Seccional São Paulo

Sul

  • Regional Campos Gerais
  • Regional Centro Sul do Paraná
  • Regional Hortênsias
  • Regional Norte do Paraná
  • Regional Noroeste do Paraná
  • Regional Oeste do Paraná
  • Seccional Paraná
  • Seccional Rio Grande do Sul
  • Seccional Santa Catarina

Mudanças climáticas afetam a produção, encarecem os alimentos e obrigam a indústria a se reformular

  • PUBLICADO EM: 13/05/2025
  • Tempo estimado de leitura: minuto(s).

O preço do cacau disparou. O do café também. Os cítricos estão ameaçados. O azeite de oliva virou artigo de luxo. Os aumentos de preços desses itens não são apenas reflexo da economia global. As mudanças no clima estão afetando a oferta de alimentos no mundo e, com isso, impactando diretamente a indústria de alimentos e os preços desses produtos.

A produção de cacau na África Ocidental, por exemplo, sofreu com secas intensas, chuvas fora de época e doenças. O resultado? Escassez e preços recordes. O café, que depende de temperaturas estáveis, enfrenta desafios semelhantes no Brasil, onde o preço já subiu bastante, e na Colômbia. O azeite, produzido em grande parte no Mediterrâneo, viu sua colheita encolher drasticamente devido a ondas de calor e secas prolongadas. No México e na Flórida, as produções de cítricos sofrem com o avanço de pragas impulsionadas pelo clima mais quente. Recentemente, Oliver Camp, assessor de Meio Ambiente e Sistemas Alimentares na Global Alliance for Improved Nutrition (Gain), destacou que “o aumento das temperaturas e a variabilidade climática afetam a qualidade dos solos e a produtividade das colheitas, resultando em alimentos de menor valor nutricional e aumento dos preços”.

A indústria de alimentos não pode mais ignorar essa nova realidade. Como equilibrar a oferta diante das oscilações climáticas e manter a sustentabilidade sem perder qualidade? A resposta está na inovação e na utilização de ingredientes alternativos que mantêm a qualidade. A adoção de cadeias de suprimentos mais diversificadas, investimento em pesquisa e desenvolvimento de ingredientes alternativos e ampliação do uso de matérias-primas resilientes ao clima são ações fundamentais para garantir o futuro do setor.

A crise no setor do cacau já fez o preço disparar 189% no último ano, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com a tonelada do produto chegando a custar mais de US$ 11 mil na Bolsa de Valores de Nova York. Isso levou as empresas a buscarem alternativas viáveis. Um exemplo prático é o Cocoa Booster, uma tecnologia desenvolvida pela Kerry, líder global em sabor e nutrição sustentável, para enfrentar a crise de oferta e os altos preços do cacau. Essa solução inovadora permite uma redução expressiva de cacau em pó em diversas aplicações, como achocolatados, panificação e outras aplicações, sem comprometer o sabor ou a qualidade dos produtos finais.

A formulação do Cocoa Booster foi criada com base na expertise da Kerry, por meio de técnicas especializadas de extração que recuperam moléculas essenciais, permitindo recriar o sabor completo do cacau e suas principais características, como mouthfeel, amargor e adstringência. Nossa capacidade completa em extração nos apoiou no desenvolvimento de uma solução com as notas autênticas do cacau. Testes sensoriais comprovaram a similaridade entre o Cocoa Booster e o cacau em pó tradicional, garantindo uma experiência sensorial equivalente para os consumidores.

Essa inovação não apenas ajuda os fabricantes a mitigar os impactos financeiros decorrentes da volatilidade dos preços do cacau, mas também contribui para a sustentabilidade da cadeia produtiva, oferecendo uma alternativa eficiente e ambientalmente responsável. Permite uma otimização de custos nas formulações, evitando repasses e aumento de preços para os consumidores.

Outra cultura atingida foi a dos cítricos. As marcas investem em técnicas avançadas de extração e aproveitamento integral da fruta para minimizar perdas e manter a oferta estável. O impacto da doença do greening cítrico, combinado com eventos climáticos extremos, resultou em desafios de disponibilidade e custos para a cadeia de suprimentos com ingredientes cítricos, o que, por sua vez, representa desafios significativos na entrega de sabores cítricos de alta qualidade. A Kerry vem trabalhando também para apoiar este segmento de maneira sustentável, com uma solução integrada que recupera o sabor sem a necessidade de uma alta inclusão dos cítricos para obtenção de uma experiência de sabor autêntica, reduzindo a completa necessidade da disponibilidade, bem como a volatilidade dos custos, sem comprometer a entrega de sabor.

O Brasil, maior produtor mundial de café, sofre, desde 2021, as consequências dos efeitos da variação climática: secas severas e geadas que comprometeram a produção. Neste ano, o preço do café aumentou entre 20% e 25%, conforme a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Diante disso, as grandes torrefadoras já incorporam grãos de origens diversificadas e adotam blends sustentáveis. Há também pesquisas para o desenvolvimento de alternativas a partir de cereais e leguminosas que possam reproduzir o perfil sensorial da bebida, garantindo sabor e qualidade mesmo em períodos de escassez. A expertise da Kerry em café inclui a seleção de grãos de alta qualidade, perfis de torrefação personalizados e um processo proprietário de extração e concentração que proporciona experiências consistentes de café de alta qualidade em uma variedade de aplicações em alimentos e bebidas. A cultura de café ainda propicia à companhia um programa comunitário em regiões produtoras, que se dedica a acabar com o ciclo de pobreza que afeta cafeicultores do sexo feminino. O projeto comercializa o café premium e com certificação orgânica oriundo dessas produtoras, beneficiando mulheres em países como Peru, Brasil e Sumatra.

Como vemos, a indústria de alimentos tem um papel essencial nesse cenário de transformação do clima. E essa mudança já está em curso. O consumidor quer produtos acessíveis, mas também mais saudáveis e sustentáveis. Soluções apoiadas pela ciência são a resposta para desafios e instabilidades em períodos de incertezas. Empresas que se anteciparem a esse novo modelo terão a possibilidade de ajudar a oferecer produtos sustentáveis para os consumidores, liderando a mudança do mercado.

A inovação será um divisor de águas para a segurança alimentar global, através da reformulação de muitos destes produtos. Não se trata apenas de encontrar substitutos, mas de reimaginar a forma como produzimos e consumimos alimentos. A indústria e o mundo em que existimos estão em constante evolução e enfrentam desafios complexos. A maneira como produzimos, consumimos e descartamos alimentos hoje é insustentável. Por isso, a indústria de alimentos está em busca de soluções de nutrição sustentável que ofereçam alimentos e bebidas acessíveis, nutritivos, com impacto ambiental mínimo e sempre saborosos. Afinal, o futuro da alimentação depende disso, e o momento de agir é agora.

*Fonte: Mercado&Consumo

Notícias Relacionadas

Como agir diante de falhas do serviço público? Confira o guia para evitar prejuízos

Abrasel lança ferramenta gratuita para ajudar pequenas empresas a se adequarem à NR-1

Congresso Abrasel terá painel sobre NR-1 e saúde mental no trabalho

Capacitação da Abrasel em PE aborda tendências do hambúrguer artesanal

Comentários

Últimas Notícias

Como agir diante de falhas do serviço público? Confira o guia para evitar prejuízos

Abrasel lança ferramenta gratuita para ajudar pequenas empresas a se adequarem à NR-1

Congresso Abrasel terá painel sobre NR-1 e saúde mental no trabalho

Capacitação da Abrasel em PE aborda tendências do hambúrguer artesanal

Brasil Sabor completa 20 anos de valorização da gastronomia nacional

Brasileiros reforçam presença na NRA Show 2026, principal encontro de alimentação fora do lar do mundo

ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes é uma organização de cunho associativo empresarial que tem como missão representar e desenvolver o setor de alimentação fora do lar, construindo um Brasil mais simples e seguro de empreender e melhor para viver.

MENU

  • Abrasel
  • Notícias
  • Agenda
  • Associe-se à Abrasel Pernambuco
  • Parceiros
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade

Endereço

Avenida Conselheiro Aguiar, 2738 - Boa Viagem (Moura Empresarial)
Recife/PE
Sala: 504
CEP: 51020-020


Contato

(81) 99139-1675

Associe-se
Copyright © - Abrasel - Todos os direitos reservados