Presidente da Abrasel se reúne com Eunício Oliveira para discutir a reforma trabalhista

Representantes da UNECS se reuniram com presidente do Senado para tratar de questões de interesse do setor

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Representantes da Unecs estiveram com o presidente do senado,  Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar da Reforma Trabalhista, que deve ser votada na semana que vem


O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, participou na manhã desta terça-feira (27) de uma reunião com Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado. Entre os vários assuntos de interesse do setor de comércio e serviços que estiveram em pauta, o senador esclareceu aos representantes da UNECS que a reforma trabalhista deve, até quarta-feira da semana que vem (5 de julho) entrar em sua fase final: votação no plenário da casa. A proposta da reforma trabalhista já passou por duas comissões, as de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS). O presidente do Senado informou que a matéria deve ser aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira (28).  Atualmente não há chance de arquivamento da proposta.

“Eu sou impaciente com as coisas, por natureza, mas sou extremamente paciente com o que acredito que temos que ter paciência que é a democracia. Por isso, democraticamente, garanti o debate da reforma em três comissões do Senado e fiz duas sessões temáticas no Plenário para que todos pudessem manifestar sua opinião. Agora, a pauta do Plenário sou eu quem faço”, disse Eunício.

Honório Pinheiro agradeceu o empenho do presidente do Senado em pautar a reforma e informou que a Unecs é formada por sete entidades por livre adesão que, juntas, respondem por mais de 15% do PIB brasileiro, 22 milhões de empregos formais, um faturamento de R$ 1 trilhão, 65% das operações de cartões de crédito e débito e 83,7% das vendas da indústria de alimentos e bebidas.

No Brasil, há 138 milhões de brasileiros com capacidade laboral, 38 milhões são celetistas, 11 milhões são funcionários públicos, 20 milhões trabalham em casa, sendo 5 milhões em home office. Por conclusão, verifica-se que a maior parte dos trabalhadores brasileiros está desamparada pela legislação trabalhista vigente. Sobre o trabalho intermitente, o deputado fez referência a estudo da Abrasel que demonstra que há 3 milhões de trabalhadores informais que poderiam ser abarcados pelo trabalho intermitente. O Deputado, por fim, rebateu argumento do presidente da CUT de que não é momento de se pensar em reformas, dada a crise política. Afirmou que as grandes mudanças de uma nação acontecem em momentos críticos de ruptura, não de estabilidade.


*Com informações da EBC e da Agência Senado.