Segundo pesquisa, 34% dos brasileiros gastam com alimentação fora do lar


O hábito de se alimentar fora do lar tem sido cada vez mais incorporado ao dia a dia dos brasileiros. Comum nas grandes cidades, a variedade de refeições, lanches, petiscos e culinárias agradam todos os tipos de paladares, inclusive dos empreendedores que atuam nessa área e visualizam variadas oportunidades para expandir os negócios nesse segmento.

Segundo dados do IBGE, o brasileiro gasta cerca de 25% de sua renda com alimentação fora do lar. A Associação de Bares e Restaurantes (ABRASEL) estima que o setor represente, hoje, 2,7% do PIB brasileiro. Já a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) destaca que o setor tem crescido a uma média anual de 14,2%.

Apesar de a crise econômica ter diminuído o poder de compra dos brasileiros, alguns não mudaram seus hábitos alimentares, como o de se alimentar fora do lar. A indústria Food Service faturou no ano de 2012, R$ 242.8 bilhões de reais, representando uma importante contribuição para o setor alimentício como um todo, que faturou R$ 431.6 bilhões. As indústrias de produtos alimentares, assim como os produtores de alimentos In Natura, contam com quatro grandes canais de distribuição de seus produtos no mercado interno (atacado, varejo, indústria e alimentação fora do lar).

O faturamento do setor de foodservice, ou alimentação fora do lar, cresceu 6,2% em 2015, evolução maior que os 5,2% registrados em 2016. Para 2017, o setor espera crescer 10,9%. De acordo com o diretor do núcleo de dados do instituto, Eduardo Yamashita, uma série de indicadores não estão mais jogando contra. A inflação alta, por exemplo, tem impacto direto no bolso do consumidor, mas as redes continuam investindo e ampliando sua participação. O fator tempo também contribui para a alta no setor.

Segundo estudo, a falta de tempo e a vida moderna fazem com que 34% do que os brasileiros gastam com alimentação, seja com o foodservice, em padarias, lanchonetes ou mesmo com vendedores ambulantes e refeições prontas congeladas. Já nos Estados Unidos, 49% dos consumidores gastam com alimentação fora de casa. O estudo também identificou que quanto maior a força de trabalho, maior é a incidência das pessoas se alimentando fora do lar. No caso brasileiro, são aqueles entre 18 e 49 anos, que representam 56% da população, com gasto médio de R$ 13.

O gasto dos brasileiros com refeições fora do lar é altíssimo. De acordo com a pesquisa “Refeição Assert Preço Médio 2014”, realizada pela Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador) junto com o instituto Data Folha, o valor, que equivale a 91,6% do salário mínimo nacional, é o custo do consumo diário de uma refeição completa fora de casa (comida, bebida, sobremesa e café) levando em conta uma semana com cinco dias de trabalho. Para aqueles que também trabalham aos sábados, a despesa com a refeição na hora do almoço sobe para R$ 783,64, ultrapassando o piso nacional de R$ 724.

Fonte: Exame