Vinhos brasileiros evoluem no mercado

O Brasil é o quinto país maior produtor de vinho do hemisfério Sul, com uma história que começa desde a época da colonização. No começo, por volta de 1530, as primeiras vinheiras vieram através dos portugueses e depois ganharam influência dos imigrantes italianos, franceses e alemães.

Na década de 1990, a trajetória brasileira no mercado de vinhos deu um salto. Através da abertura econômica do Brasil, novas tecnologias começaram a ser usadas nas vinícolas e facilitou a expansão do setor. Também impulsionou que novos estilos de vinhos entrassem em território nacional, além de novos rótulos, que possibilitaram uma concorrência que antes não existia. Foi necessário melhorar a qualidade da produção nacional de vinhos para competir com esse novo mercado.

“Era uma questão de sobrevivência. Ou as vinícolas se modernizavam ou elas acabavam”, conta Sílvia Mascella Rosa, jornalista e sommelére do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Nos últimos 15 anos, o vinho brasileiro evoluiu e agora compete com marcas internacionais, como chilenas, argentinas, portuguesas e espanholas. O reconhecimento desse produto já acontece no exterior, mas muitas vezes é encarado com receio pelos brasileiros. “Isso porque o brasileiro ainda guarda a memória dos vinhos antigos, dos vinhos que eram feitos de outra maneira, e ficou na cabeça das pessoas como um vinho mediano. Mas a realidade do vinho brasileiro hoje é outra”, ressalta Sílvia.

Pensando em melhorar a imagem do vinho nacional, o Ibravin, responsável pelo setor, está se esforçando através de ações de estratégias, posicionamento e promoções comerciais para alavancar o setor. Com o apoio do Sebrae e da Abrasel, o Instituto lançou o projeto Qualidade na Taça, que tem como objetivo oferecer maior capacitação para os trabalhadores do setor. São garçons, sommeliers, atendentes de vinhos e outros profissionais, que estão recebendo mais informações sobre seu trabalho e o mercado nacional. O intuito é que esses profissionais consigam vender mais vinhos produzidos em terras verde e amarelo.

Texto do Portal Food Service News