Governo federal adia aumento do imposto da cerveja e outras bebidas

Há duas semanas, foi anunciada uma elevação nos preços de bebidas frias. Perto da Copa, valores de refrigerantes e cervejas ficariam além dos 2,25%.


O governo voltou atrás e decidiu adiar o aumento de imposto da cerveja e de outras bebidas. O anúncio da alta nos impostos para bebidas frias, como cervejas e refrigerantes, aconteceu há duas semanas. A mudança estava prevista para junho.

Os setores de bebidas e de bares reclamaram: disseram que a elevação de impostos, às vésperas da Copa, aumentaria os preços além dos 2,25% previstos pelo governo.

A Receita Federal estimava arrecadar mais R$ 1,5 bilhão. Esse dinheiro adicional ajudaria a cobrir parte do gasto extra com o setor elétrico. Mesmo assim, na terça-feira (13), o governo voltou atrás. Disse que está preocupado com a inflação. Agora os impostos só vão aumentar, de forma escalonada, a partir de setembro.

“Nós temos uma grande preocupação que a inflação permaneça sob controle. E esse setor pode dar uma contribuição importante. Então, nós fizemos aqui um pacto de que não haveria aumento de preços durante a Copa e, de preferência, também depois da Copa”, declara Guido Mantega, ministro da Fazenda.

“O setor se comprometeu, a indústria de bebidas e, obviamente, os bares e restaurantes também. Eles vão nessa direção de não aumentar o preço enquanto não houver aumento de impostos”, diz Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

O setor também se comprometeu a não fazer demissões. “Com essa decisão, não há risco nenhum para os empregos”, garante um representante do setor.

Fonte: Site Abrasel/Jornal da Globo *Assista o vídeo da reportagem no site do Jornal da Globo